sábado, 18 de junho de 2016

MNAC "Echoes On The Wall” / “FOREVER IMIGRANT” / “Efeitos de Luz” / “Narrativa de uma colecção”

 “Echoes On The Wall” (Artistas portugueses no estrangeiro) foi a primeira exposição apresentada, de Marcos Godinho, o espaço divide-se entre quatro obras, sendo a primeira, um painel de 290x1175 CM escrito sobre tinta carimbo repetidamente as palavras “FOREVER IMIGRANT”, este registo provoca uma sensação de espaço remetendo á ideia de mapa. Á frente do painel está a “declaração universal”, tinta sobre papel, é uma esquadria de letras onde a língua se anula, tornando universal a sua leitura gráfica. A terceira peça é em formato vídeo “ET” O último dialogo possível” com passagens delineadas por transparências propondo ao espectador a invisibilidade do homem. A quarta obra encontrasse no exterior do edifício “A casa infinita”  (número da porta), símbolo do infinito em aço inoxidável.
No Terceiro piso do edifício está a decorrer a exposição de Adriano Sousa Lopes “Efeitos de Luz” (1978-1944), a exposição tem oito salas organizadas cronologicamente. Tendo em conta a obra do pintor, explora uma linguagem plástica assente na síntese de temáticas paisagísticas, citadinas, rurais, e narrativas como é possível verificar em grande parte das obras tais como “ o caçador de águias” óleo sobre tela (1905) e em “O engano de alma cedo e cego”. Á medida que se progride na exposição as paisagens marítimas ganham um maior relevo tal como os retratos “Magrite” segue como exemplo. O pintor manifesta uma diversidade técnica sendo que nos apresenta desde telas impressionistas, retratos, desenhos e gravuras num tom sensível e poético,
Na Rua Capelo está a decorrer a exposição “Narrativa de uma colecção” Arte Portuguesa na colecção da secretaria de estado, a cultura (1960.1990). Esta exposição sublinha a arte portuguesa nas décadas de 1960, 1970 e 1980 caracterizadas por sensivelmente setenta obras. Logo ã entrada deparamo-nos com “Inês de Castro” Acrílico sobre papel de José Guimarães (1986), acompanhado por Paula Rego, Julião Sarmento, António Charrua, Fernando Calhau, Helena Almeida, Renné Bertholo que compõem esta exposição com óleos sobre tela, esculturas, tinta da china sobre papel desenhos e gravuras confirmando os diversos desenvolvimentos da arte portuguesa assente nestas décadas.
As três exposições assumem uma forma poética e espiritual, abordando questões politicas e sociais. Uma relação possível será a do tempo, sendo que a primeira (a mais recente) acentua na emigração, um “grito” a um problema que hoje em dia é muito sentido nas novas gerações. A segunda exposição obriga a recuar no tempo e ver o brilhantismo de um pintor iluminista que toma a narração a sua base de trabalho, por fim, a terceira

Dedico os comentários á curadoria das exposições e aos espaços em que estão inseridas, as peças estão bem posicionadas, têm espaço e bem enquadradas numa narrativa proposta ao espectador que facilmente a recebe. Existe m percurso visual. Gostei muito do novo edifício na Rua Capelo, o branco das paredes e os tectos trabalhados entregam ás peças uma protagonização sem negligenciar o espaço.

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