Na rua das Salgadeiras
em “pleno Bairro Alto” encontra-se a Galeria das Salgadeiras, um espaço
pequeno, contudo, não se pronuncia pelo tamanho intimista, mas sim, pelos
artistas que são expostos e pelo impacto que tem não só a nível nacional como
internacional sendo que um terço das exposições são fora do país, explica Ana
Matos, fundadora e atual diretora do espaço.
Ana Matos formou-se em
engenharia informática, mais tarde termina o mestrado na Faculdade de Belas
Artes, dá inicio à sua carreira como galerista em 2003 quando abre as portas da
galeria das Salgadeiras. Trabalha em part-time na Fundação José Saramago, uma
vez que a galeria ainda não é sustentável. “O retorno financeiro é frágil”
explica, devido ao tempo atual que presenciamos, a arte e a venda da mesma
limita-se a um reduzido número de compradores.
Surge então, a
importância de uma rede de contactos. “A Arte é feita de afetos” cita a própria
transmitindo o interesse que uma galeria tem em estar exterior a si mesma, é
imprescindível a divulgação e uma boa gestão online com o propósito de mais
tarde se arranjarem
sponser’s
que na maior parte das vezes resultam como uma ferramenta de
sustentabilidade das galerias.
Paralelamente a todo
este processo de gestão, coordenação e administração, Ana Matos, retrata o
papel de um galerista como o transmissor de tudo o que é exposto. Isto é, após
a seleção do artista, o galerista e artista comunicam entre a seis a oito meses
antes da inauguração para abordarem o discurso da exposição, as obras expostas,
o espaço, a luz, os formatos, a folha que sala (que por sua vez requer uma
linguagem acessível e uma ausência de adjetivos), os títulos das obras e por
ultimo o preço.
“Não há uma formula
exata para a atribuição do custo de cada obra” diz a galerista mencionando que
tem que ser justo para três partes: quem o compra; quem o vende e para o
artista. Conjuntamente com outros fatores que se apoiam na cotação do artista,
o made em si, a conjuntura económica,
e claro o IVA de 23% que é aplicado apenas na sua margem.
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